quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!!!

Caros colegas, 

Vamos dar uma pausa para um abraço e desejarmos um Natal abençoado para toda a família e um 2016 com muita paz, saúde e amor. Esses três pontos fazem a diferença nas nossas vidas, sem um deles tudo o mais se torna sem sentido. O ideal é que tenhamos os três, aí sim tudo se torna pleno. O restante a gente administra. 

É por isso que eu desejo que paz, saúde e amor estejam presentes na vida de vocês e suas famílias. Que o Senhor abençoe todos vocês que iluminam este blog!!!

Feliz Natal!!! Feliz Ano Novo!!!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Comando da Anabb está nas mãos do PT

Caros colegas,

O resultado das eleições da Anabb foi muito claro: os associados querem uma mistura entre os dois dos grupos que disputaram o processo, porém não foi isso que aconteceu. A voz dos eleitores não foi ouvida. 

Conheça como foi o processo:

Entre os 21 eleitos, 10 conselheiros pertencem ao grupo que eu participo e 11 conselheiros pertencem ao outro grupo. Depois de eleita a diretoria, sobem 5 conselheiros suplentes (na ordem de votação).  

Na reunião que aconteceu no dia 18.12, foram eleitos o Presidente do Conselho Deliberativo e a diretoria, composta pelo Presidente e mais 4 Vice-Presidentes. Foi nomeada uma comissão dos dois grupos para discutirem uma possível composição. Nós sugerimos que o mais correto, de acordo com o resultado das eleições, seria eles ficarem com a maioria na Diretoria - eles indicariam o Presidente e nós, o Vice-Presidente Financeiro. Indicaríamos a colega Graça Machado, que já foi Vice-Presidente nessa área por um mandato e é uma gestora reconhecida. Como nós ficaríamos com a maioria no Conselho Deliberativo, foi indicado o meu nome para presidir o CD, considerando que fui a segunda mais votada no processo. Infelizmente, não houve acordo. A soberba falou mais alto e elegeram toda a diretoria e a Presidência do CD. 

Após eleita a diretoria, sobem os 5 conselheiros suplentes, na ordem de votação e, nesse momento, nós ficaremos com 14 conselheiros e eles com 7 conselheiros, já que não houve nenhum acordo.

Outro ponto a destacar, que foi reforçado pela Conselheira eleita Tereza Godoy, na reunião do dia 18, é que não foi indicada nenhuma mulher para compor a diretoria e a Presidência do CD, apesar delas terem sido as mais bem votadas no processo. Infelizmente, a equidade de gênero passou longe dessa gestão, só acontece no discurso, porque na prática...


Vejam como ficou a Diretoria da Anabb:
- Presidente - Reinaldo Fujimoto - Foi Presidente da Fenabb e disputou as eleições da Previ na chapa do PT em 2014, que perdeu para a chapa que eu participei. Sempre apoiou as chapas do PT das eleições da Cassi e Previ.
- Vice-Presidente Administrativo e Financeiro - José Branisso 
- Vice-Presidente de Comunicação - Douglas Scortegagna
- Vice-Presidente de Relações Funcionais - Haroldo Vieira - Presidente da Fenabb, também é Conselheiro Deliberativo da Previ, eleito com o atual Diretor de Seguridade. Sempre apoiou as chapas do PT das eleições da Cassi e Previ.
- Vice-Presidente de Relações Institucionais - João Botelho - foi o Presidente do Conselho Deliberativo na gestão anterior. Foi um ditador no Conselho, usando por várias vezes o voto de minerva, e agora foi premiado com uma diretoria.

Presidente do Conselho Deliberativo - Luiz Oswaldo Santiago - PT de carteirinha, foi Garef, foi Vice-Presidente de RH do Banco do Brasil no Governo Lula. 

Infelizmente, não foram ouvidos os clamores dos eleitores no momento em que não houve divisão dos poderes e será difícil termos uma Anabb combativa e que defenda realmente os interesses dos seus associados, pois existe um grande conflito de interesses envolvido.
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O que está por traz disso são as eleições das nossas entidades em 2016. Com certeza, a dobradinha Fenabb x PT-Articulação X AAFBB está formada. Eu espero, sinceramente, que os colegas pensem bastante e não caiam na armadilha de eleger essa turma para nossas entidades. Precisamos de reforçá-las e não de detoná-las.

Podem contar que vamos pautar o Conselho com as questões de interesse dos associados. Já que teremos maioria, vamos cobrar ações efetivas da diretoria para atender às expectativas dos colegas. 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Notícias da Previ

Caros colegas,
Estou reproduzindo neste espaço matéria que foi divulgada no site da Previ sobre o resultado do terceiro trimestre. A ideia é compartilhar para discutirmos e tirarmos dúvidas se surgirem. Por isso, o espaço estará aberto para discutirmos as mudanças que ocorreram na Resolução CGPC 26 no que se refere a distribuição de superávit e equacionamento de déficit. É real a possibilidade da Previ fechar 2015 com déficit. Vamos lembrar que uma alocação de quase 60% em renda variável é impactada pelo resultado da Bolsa de Valores no último dia do ano. O resultado apresentado é reflexo dessa crise econômica e política que estamos vivendo e que está trazendo perdas consideráveis a todos no país. 

Notícias
11/12/2015 
Conheça o resultado do terceiro trimestre 
Plano 1 e PREVI Futuro apresentam déficit conjuntural, mas a PREVI reafirma acerto de sua estratégia de investimentos e permanece segura. 
É comum em momentos em que alguns resultados não correspondem às expectativas condenarmos tudo o que já foi feito e nos esquecermos das conquistas obtidas. Por isso, nesse instante em que os planos de benefícios começam a apresentar resultado deficitário, é preciso tranquilidade para entender a real situação, sem receios desnecessários, e valorizarmos tudo que já alcançamos. Em setembro/15, o Plano de Benefícios 1 acumulou déficit técnico de R$ 572 milhões e o PREVI Futuro, de R$ 30 milhões. Vamos entender esses números e por que a PREVI permanece segura, com liquidez e sem sobressaltos. 

Uma estratégia de investimentos consolidada 
O Plano 1, fechado para adesão desde 1997, teve a consolidação do seu portifólio de ativos durante a década de 90, momento no qual oportunidades de investimentos em bons ativos de renda variável trouxeram rentabilidade muito acima da atuarial. Hoje, cerca de 90% do nossos ativos em renda variável remonta àquela época. São ativos que se mostraram resilientes a momentos econômicos adversos e que no longo prazo, que é nosso horizonte temporal, vêm demonstrando rentabilidade acima da atuarial. Apesar de terem passado por momentos econômicos adversos do inicio da década de 2000 e também pela crise de 2008, os ativos da carteira de renda variável superaram a meta atuarial em mais de 55%, nos últimos quinze anos.  
  
Plano 1: Investimentos Superam Meta Atuarial 
  
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A partir da metade da década de 2000, esses ativos fizeram o Plano 1 superar a meta atuarial e acumular reservas, tanto a de contingência, quanto a especial. Assim, a Previ pôde promover diversos ajustes e melhorias para o Plano 1, tais como a adoção de uma nova tábua de mortalidade e a revisão da meta atuarial, aumentando a segurança do Plano, sem ônus algum para os associados. Os participantes tiveram ainda benefícios adicionais como a suspensão da contribuição, por 7 anos, o pagamento do Benefício Especial Temporário (BET) e o Benefício Especial de Remuneração (de 75% para 90%), pago em 2007 e incorporado a partir de 2010. Ao todo, foram utilizados mais de R$ 20 bilhões em iniciativas que beneficiaram os participantes.
 
Portanto, os investimentos em renda variável têm se mostrado uma estratégia de longo prazo acertada. Mais que isso, esses ativos vêm demonstrando serem capazes de suportar momentos econômicos adversos, dado que já estão por quase 20 anos em nosso portifólio, pagando dividendos. Apesar de serem crescentes os compromissos do Plano, cerca de 50% da nossa necessidade de caixa para pagar aposentadoria vieram de dividendos e juros recebidos das empresas, nas quais temos participação acionária, e da receita de aluguéis dos nossos imóveis. Nos últimos 10 anos, foram cerca de R$ 36 bilhões. 
Pouco mais da metade dos recursos do Plano 1 está alocada em renda variável. Nos últimos anos, principalmente devido à redução mundial no ciclo de expansão de consumo de commodities, os ativos de renda variável vêm sofrendo queda. Em um cenário de incertezas, o mercado vem direcionando recursos para renda fixa, fazendo com que bolsas do mundo todo passem por ajustes. No Brasil, o impacto desse movimento tem sido maior ainda, pelo efeito da economia mundial combinado com o ajuste fiscal. 
Previ age com cautela na venda de ativos 
A Previ possui em de sua carteira de renda variável ativos que estão vinculados a acordo de acionistas. A princípio, esses ativos, como é o caso da participação da Previ na Vale, não são passíveis de comercialização em bolsa, e as operações de venda normalmente são feitas por meio de negociação específica.  Os demais ativos da carteira de renda variável estão livres para comercialização. Com relação a esse ultimo grupo, a Previ vem executando gradualmente o desfazimento dos papéis. São levados em consideração a necessidade de caixa e os preços atuais das ações. Além disso, cada venda é antecedida de estudos feitos por diversas áreas da PREVI, acerca dos impactos e adequação da operação. A cada ano, a PREVI tem vendido cerca de R$ 3 bilhões em ativos de renda variável. Só em 2015, até setembro, foram vendidos R$ 3,2 bilhões em ações. Essa política de alienação de ativos é executada com muita cautela, levando em consideração que os preços dos ativos nos últimos anos estão bastante depreciados. Muitas empresas vêm sendo comercializadas na bolsa abaixo do seu valor patrimonial. Felizmente a Previ tem liquidez suficiente para não precisar comercializar seus ativos a qualquer preço. 
A visão de longo prazo 
Um plano de previdência deve mirar o longo prazo. Mas, pelas regras contábeis, necessita fazer a marcação dos seus ativos a valor de mercado. Apesar de não precisarmos nos desfazer de todos os ativos, em especial nesse momento em que estão depreciados, reconhecer no balanço o valor atual dos papéis em bolsa traz um impacto significativo no desempenho da renda variável. Esse movimento de marcação a mercado, que impacta o valor contábil dos planos de previdência, acontece tanto nos planos de previdência fechada como também nos planos de previdência aberta em que exista percentual relevante de renda variável na composição do portfólio. 
Para os planos de previdência fechada, o Conselho Nacional de Previdência Complementar, órgão regulador do Sistema, no último dia 25/11, reconhecendo a necessidade de adequar as normas do País aos padrões internacionais, aprovou uma resolução que permite tratamento personalizado de cada entidade, de acordo com a Duração Média do Passivo (“duration”)de cada plano. Portanto, a legislação passa a admitir que os planos convivam com resultados negativos de curto prazo originados por depreciação de sua carteira de ativos, em especial a de renda variável. Assim, déficits dos planos que tenham motivação conjuntural poderão ser admitidos sem a necessidade de equacionamento do plano, desde que dentro dos limites estabelecidos com base na Duração do Passivo de cada plano. 
Pela nova regra, cada entidade deverá elaborar e aprovar o plano de equacionamento do déficit do plano de benefícios até o final do exercício subsequente, se ultrapassar um determinado limite definido de acordo com a Duração Média do Passivo (“duration”). Esse limite é uma porcentagem que corresponde à duration menos quatro. Um plano, por exemplo, com duration de 13 anos, terá um limite de tolerância de 9%. Se estiver em déficit de 7% deverá informar a situação à Previc, mas não precisará tomar nenhuma medida em especial. Se o déficit for de 11%, a entidade deverá elaborar e aprovar um plano de equacionamento até o final do exercício subsequente para os dois pontos percentuais que excederam o limite de déficit. 
Tratamento de déficits 
Veja como devem ser tratados os déficits de acordo com a nova regra de solvência dos fundos de pensão e como era feito com a antiga Resolução CGPC 26. 
  
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Desse modo, os resultados negativos podem eventualmente perdurar sem necessidade de equacionamento, desde que estejam abaixo do teto. Mas atenção: o limite muda a cada ano, de acordo com a evolução atuarial dos planos. Se a Duração Média do Passivo (“duration”) cai, diminui a tolerância com eventuais déficits. Com o tempo, a tendência é de que a tolerância seja próxima de zero. De qualquer maneira, isso permite que os fundos de pensão equacionem suas contas, mas gradualmente e sem imputar sacrifícios excessivos e desnecessários aos seus associados. 
Trata-se de um grande avanço em relação à regra anterior. Antes, o fundo teria de lançar um plano de equacionamento depois de três déficits seguidos ou imediatamente no ano posterior a um resultado negativo, caso este fosse superior a 10% da Reserva Matemática. Esse plano de equacionamento deveria mirar no déficit total. Isso exigia um grande sacrifício – nem sempre adequado – dos participantes e patrocinadores, obrigados a recompor as reservas, às vezes, por motivos que tinham mais a ver com os ciclos de alta e baixa da economia do que com a gestão dos investimentos. 
O resultado: um retrato do curto prazo 
Os resultados contabilizados atualmente mostram uma visão de curto prazo que não combina com a natureza dos fundos de previdência, pois são carregados de depreciações advindas de questões conjunturais. A contabilidade gerencial de setembro/15 mostra que durante este ano a queda parcial no Ativo até aquela data somou R$ 2,6 bilhões. Entretanto, no mesmo período, o crescimento da reserva matemática (compromissos), impactada pelo INPC, foi de R$ 9 bilhões, um avanço de 11,8%. Ou seja, o Ativo decresceu enquanto o Passivo se elevou, o que conduziu o Plano 1 a um déficit técnico de R$ 572 milhões no fechamento de setembro/15. 
Os números acima são parciais, tendo em vista que a nossa carteira de renda variável possui algumas empresas relevantes que são avaliadas a valor econômico. Portanto, um cálculo mais preciso do resultado de 2015 só será possível no fechamento do exercício, com o preço das ações das empresas marcadas em bolsa e o das empresas cotadas por avaliação econômica. Mas já é possível estimar que teremos um déficit conjuntural em 2015, motivado pelo efeito combinado de crescimento do passivo, através da reserva matemática, e pelos preços de nossos ativos impactados por questões econômicas mundiais. 
Aumento da obrigação: ativo x passivo 
De janeiro a setembro, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador usado pela PREVI no cálculo das reservas, metas atuariais e reajuste de benefícios, acumulava 8,24%. Em 12 meses, a alta chegava a 9,90%. Como o INPC compõe a meta atuarial, quanto maior esse índice, maior deve ser a rentabilidade dos investimentos. Ou seja, a elevação do INPC aumenta também o volume de recursos necessários para cobrir os compromissos da PREVI, pois a Reserva Matemática, que representa a diferença, apurada atuarialmente, entre o valor presente dos compromissos futuros do plano de previdência e o valor presente das contribuições futuras, também cresce. Como os benefícios são reajustados com base no INPC, ele gera  impacto direto na formação das reservas. Ao final do terceiro trimestre, o Plano 1 apresentava R$ 132 bilhões de Reserva Matemática e o PREVI Futuro, R$ 6,1 bilhões. 
Quais as implicações do resultado deficitário 
O resultado apresentado não afeta, de imediato, nada na vida do participante da PREVI, seja do Plano 1 ou do PREVI Futuro. Como destacamos anteriormente, os planos não têm nenhum problema estrutural e os déficits se devem a uma situação conjuntural, que tende a se modificar no longo prazo. 
Com relação ao Plano 1, é preciso considerar que a PREVI possui recursos para continuar pagando os benefícios normalmente por muitos anos, mesmo que apresente déficits em determinados momentos. Acrescente-se ainda que a PREVI tem investimentos em empresas e empreendimentos sólidos, que irão apresentar o retorno esperado no longo prazo. Além disso, a PREVI vem constantemente ajustando sua Política de Investimentos e adotando medidas para reduzir os impactos de crises como a atual na performance dos investimentos. 
No tocante ao Plano PREVI Futuro, valem as mesmas considerações já feitas em relação à solidez das empresas em que a PREVI tem investido. Além disso, a rentabilidade do Plano foi afetada pelo desempenho de alguns papéis de Renda Fixa. Mas apesar de a PREVI ser obrigada a realizar a contabilização pelo valor atual de mercado, cabe esclarecer que a Instituição pode adotar a opção de resgatar os papéis apenas na data do seu vencimento, estrategicamente casada com a previsão de necessidade de recursos para pagamento de compromissos no futuro. Acrescente-se ainda o fato de o PREVI Futuro possuir um fundo de reserva, de cerca de R$ 66 milhões, que pode ser utilizado na cobertura de déficits no fechamento do exercício. 
Mantenha-se informado 
É preciso estar sempre atento, mas sem temores. Acompanhe a evolução do resultado no Painel Informativo e demais publicações. A informação é a maior aliada para que se atravesse os momentos difíceis com tranquilidade e bom senso. A PREVI estará o tempo todo, em diversos meios, esclarecendo os associados sobre a situação dos planos de benefícios.
Fonte: www.previ.com.br

domingo, 6 de dezembro de 2015

Retrato do Governo

Caros colegas, 

Quem dizia que a suspensão das contribuições não teria muita aceitação pelos colegas, estava redondamente enganado, pois a grande maioria optou pela suspensão ao invés de renegociar as dívidas de imediato. A realidade é que a suspensão das parcelas do ES dá um fôlego de três meses aos milhares de colegas. Até porque em janeiro haverá o reajuste dos benefícios que deverá ficar um pouco acima dos 10% e, isso poderá repor um pouco a perda do poder aquisitivo dos nossos associados. 

É bom lembrar que o ano de 2016 não será nada fácil e o que já está ruim poderá ficar bem pior. Por isso, cautela e economia serão duas palavras muito importantes para todos nós. 

O governo despedaçado com a aprovação pela Câmara da abertura do processo de impeachment paralisa mais ainda o que já não andava. Segundo alguns cientistas políticos ouvidos pela Agência Brasil, "a dificuldade do governo da presidenta Dilma Rouseff de se relacionar com o Congresso Nacional, principalmente com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), somada ao "tudo ou nada" de partidos da oposição, cujas atitudes miram na desestabilização do governo e acertam na instabilidade política e econômica do país, foram os principais combustíveis para a abertura do processo.

O que tinha que acontecer é derrubar os três - Dilma, Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Os três deveriam sair de mãos dadas e sem olhar para traz. 

Eu estava lendo neste domingo a coluna do Elio Gaspari e podemos perceber que até os bandidos estão com vergonha do que está acontecendo na esfera política:

"Má notícia: Saiu das cadeias de Curitiba a seguinte informação: dois presos da Lava-jato estavam na carceragem da Polícia Federal e foram transferidos para o presídio estadual. Numa noite, vários presos entraram na cela onde eles estavam, urinaram, defecaram e foram-se embora. Dias depois, os prisioneiros se ofereceram para colaborar com a justiça". 

Agora o pessoal tem que repetir com o Delcídio e com o André Esteves. Em um minuto eles entregam até a mãe!!! 


Outra pérola da coluna do Elio é o que ele fala do trem-bala, lembram??? Quase sobrou para os fundos de pensão...

"RETRATO DO GOVERNO

O trem-bala, delírio da doutora, poderia ficar pronto para a Copa de 2014 ou, o mais tardar, para as Olimpíadas de 2016. Felizmente, até as empreiteiras fugiram da maluquice. Apesar disso, o governo criou uma estatal para gerenciar a grande obra.

Não se fala mais em trem-bala, mas a estatal, chamada de Empresa de Planejamento e Logística, mudou de propósito e está aí, firme e forte. Funciona em dois andares de um edifício em Brasília e acaba de trocar sua diretoria.

Fazer trem é coisa difícil. Para criar uma estatal bastam caneta e tinta. Fechá-la, impossível." 

É, realmente, há muito o que aprender com Elio Gaspari, sua forma afiada e elegante de falar o que está engasgado é fantástica!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O circo está instalado

Caros colegas,

A chamada da matéria é sobre o circo que aconteceu ontem e, com certeza, nós, cidadãos, que trabalhamos e pagamos nossos impostos, somos os palhaços desse circo. Aliás, acho que o mais correto seria "filme de terror" onde aparecem como principais protagonistas políticos do que seria o partido dos trabalhadores que, na verdade, de trabalhadores não tem nada. 

Ontem foram presos o líder do PT no Senado, Delcidio Amaral, pego oferecendo fuga do país e propina com a maior cara de pau ao filho do ex-diretor Cerveró para que ele não denuncie seus companheiros, principalmente, Lula e Dilma. "Nunca, antes, na história desse país", um senador foi pego com a boca na botija, como o Senador. O que é pior é que na votação aberta (ainda bem que foi aberta), 9 de 13 Senadores do PT votaram a favor da sua soltura. Ainda bem que os demais usaram a sensatez e mantiveram a prisão. É lógico também que o STF só concordou com a prisão porque também foi envolvido na gravação que foi divulgada, onde o Senador Delcidio deixa claro que conversou com o Ministro Toffoli e Gilmar Mendes. Lamentável! O que salvou foi o texto contendo a posição da Ministra Carmem Lúcia que reproduziu toda a nossa indignação com o ocorrido, porém fica a sensação de que se os Ministros não tivessem sido citados na gravação se o comportamento seria o mesmo, ou seja, se o Senador seria preso.

Além desse bandido que foi preso, também o banqueiro André Esteves do BTG Pactual também estará fazendo companhia, sem falar no pecuarista, amigo do Lula, José Bumlai. Aliás, vários amigos do Lula estão presos, só falta ele para dar um apoio moral aos companheiros.

Vamos lembrar que o Banco BTG Pactual é o maior cotista do Fundo Fip Sondas, onde se lê, Sete Brasil. Em vários investimentos dos fundos de pensão também há a participação desse banco, além de investimentos diretos no Banco, que tem, até o momento, demonstrado boa capacidade financeira e considerado boa instituição pelas agências de rating. Neste ponto, a Diretoria de Planejamento faz uma análise quantitativa e qualitativa bem estruturada de todas as instituições privadas que a Previ pode trabalhar e indica até o limite. 

Como estamos vendo, não é só em Minas e Espírito Santo que a lama está tomando conta de tudo. Essa lama está causando danos ambientais incalculáveis e essa lama da corrupção também está trazendo perdas sociais, morais e éticas, difíceis de serem esquecidas. A população que trabalha e que está sofrendo com a economia despedaçada, também está inconformada e perplexa com tudo que está assistindo. Precisamos dar um basta nessa pouca vergonha!! CHEGA DESSE CIRCO DE HORRORES!!!!

domingo, 22 de novembro de 2015

Resultado Eleições Anabb 2015

Caros colegas,

É com muita satisfação que apresento o resultado final das eleições da Anabb, onde fui a segunda candidata mais bem votada. Gostaria muito de agradecer o apoio dos colegas e a confiança. Estamos convictos que teremos uma mudança na gestão que deverá ser pautada pelos reais interesses dos colegas e que cobraremos uma posição mais concreta em relação aos temas que mais incomodam os associados, como Cassi e Previ. Temos várias pendências e o apoio de uma Anabb mais atuante será fundamental para fortalecemos os associados, através de seus representantes eleitos.

Entenda como funcionará a partir de agora:

1) Os 21 conselheiros deliberativos mais votados tomarão posse no dia 14.12.2015. 
2) Os membros do Conselho Fiscal, Diretores Regionais e Representantes das Dependências do BB tomarão posse no dia 15.01.2016.
3) No dia 14.12, os 21 conselheiros deliberativos eleitos com mais votos (quadro abaixo) escolherão o Presidente do Conselho e a Diretoria (Presidente mais 4 Diretores). 
4) No dia 15.01.2016 tomarão posse também os 5 Conselheiros Deliberativos que foram mais votados após o 21o (22 ao 26), conforme quadro abaixo.

Conselho Deliberativo - 21 mais votados:

Conselho Deliberativo - 22 ao 26 candidatos mais votados, que assumirão após eleita a diretoria executiva.



Conselho Fiscal - os 6 candidatos mais bem votados (3 titulares e 3 suplentes).


Mais uma vez gostaria de agradecer muito o apoio. O momento atual é de reflexão pelo resultado dessa eleição. Alguns grupos superestimaram o seu resultado e saíram em desvantagem, mesmo com toda a máquina a seu favor, mas isso não importa agora, pois o único vitorioso nessa eleição foi o associado que usou do seu poder do voto para escolher seus representantes na maior associação de funcionários da América Latina. Infelizmente, apenas 23.821 (12.896 pelos Correios e 10.925 pela internet) colegas exerceram esse direito de um total de quase 90 mil associados.

sábado, 14 de novembro de 2015

Semana Negra

Caros colegas,

Em primeiro lugar, gostaria muito de agradecer os mais de 3 mil votos recebidos até agora na eleição da Anabb. Ainda é cedo para comemorar porque a apuração dos votos recebidos pelos Correios começará na segunda-feira devendo se estender até sexta-feira. Eu considero uma grande vitória em função da tentativa de difamação do meu nome feita pela turma da Cut. Isso demonstra que os colegas sabem que não podem confiar nessa turma, pois percebem que eles estão acabando com o país e não podemos deixar que eles acabem também com nossas entidades.

A semana foi tomada por vários eventos negativos. A lama que se espalhou por Minas Gerais, na região de Mariana e arredores e que poderá chegar no Espírito Santo através do Rio Doce, em função do rompimento da barragem da empresa Samarco, que matou dezenas de pessoas e que está afetando a vida de milhares de pessoas. Segundo o Greenpeace, "a empresa Samarco (repetimos: controlada pela Vale e pela BHP) vem agindo de forma desproporcional à absoluta gravidade desta tragédia. Tudo indica que não havia plano de contingência para uma situação como esta.

O Greenpeace também reforça que: "(...) para completar este quadro de sobreposição de interesses entre governo e empresas, em 2015 o governo de Minas Gerais aprovou o Projeto de Lei 2946 para acelerar licenças ambientais no setor de mineração. O estado tem mais de 700 barragens de dejetos. Quantas mais terão de arrebentar deixando vítimas no seu caminho para as autoridades se darem conta de que são coniventes com este mar de lama?" 

É muito importante que as empresas envolvidas na tragédia sejam mais presentes e que evitem que essa catástrofe tome proporções muito maiores do que estamos vendo.

Na sexta-feira, dia 13, fomos surpreendidos com os ataques terroristas em Paris onde centenas de inocentes foram cruelmente assassinados, deixando todos boquiabertos com tanta violência, em defesa de um radicalismo cruel onde quem não faz parte e não compartilha as mesmas crenças e doutrinas tem que ser exterminado. Ideologia radical, seja ela qual for, não leva a lugar nenhum.

No mar de lama do Congresso e do Governo, começando com as justificativas do Presidente da Câmara que não diz coisa com coisa (aliás é um grande talento deste governo - ser prolixo e defender o indefensável). Nos lembrando o refrão da música: "Que País é este???". Que tal relembrarmos para chegarmos a conclusão que a letra da música continua tão atual...
Neste final de semana surgem novas denúncias no esquema Lava Jato que também nos deixam boquiabertos. A revista Isto É apresenta matéria intitulada "Os esquemas do ministro motoqueiro", apontando o esquema criado pelo ex-ministro da Previdência, Carlos Gabas, atual secretário especial da pasta. A revista apresenta um organograma produzido pela CPI, mostrando como Gabas aparelhou a PREVIC com pessoas de sua confiança. O número de pessoas envolvidas é tão significativo que acabou sendo introduzido aos esquemas investigados pela Lava Jato.

Segundo a revista, "controlar a Previc é como ter em mãos a chave de um cofre recheado. O órgão é responsável por regular e fiscalizar todos os fundos de pensão existentes no Brasil. Significa que quem comandá-lo pode realizar intervenções e autuações nas fundações conforme sua conveniência." O atual diretor Superintendente, Carlos de Paula, segundo a revista, avançou em novembro de 2014 sobre a Petros, ao indicar interventor para a fundação, com o aval da Anapar (Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão), cujo vice-presidente José Henrique Sasseron, que é aliado de Gabas desde os tempos de sindicato. Com essa intervenção, houve mudança na gestão da Petros, onde foi indicado para a diretoria de finanças e investimentos, Lício da Costa, que foi diretor da empresa VIS Investimentos e que tinha como sócios: Alexandre Romano, ex-vereador do PT em Americana, conhecido como Chambinho, hoje preso em Curitiba; Eduardo Evangelista, parceiro do petista no escritório de advocacia Oliveira Romano Associados; e Thais Brescia, alçada a gerente de crédito privado da Petros.

O esquema denunciado pelo Ministério Público com o objetivo de desviar mais de R$ 50 milhões em contratos com o Ministério do Planejamento, envolve Alexandre Romano e a empresa Consist Software, especializada na implantação de um sistema de desconto em folha de empréstimos consignados para servidores federais. Segundo a revista, Romano, admitiu (em depoimento) que dividia propinas com o ex-ministro Paulo Bernardo e com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari. 

É um esquema tão absurdo e que também nos deixa boquiabertos com a montanha de recursos que foram manipulados, sem nenhuma interferência efetiva do órgão regulador. A falta de independência desses órgãos que deveriam fiscalizar e cuidar para que o patrimônio dos participantes fosse conservado nos deixam reféns de políticas partidárias e prejudiciais às famílias que dependem desses recursos para viverem suas vidas com dignidade. É revoltante tomar conhecimento desse tipo de situação e perceber que as tentativas do Governo de abafar as denúncias e não punir os verdadeiros culpados, sejam eles quem forem, acaba por criar um clima de descrédito e desconfiança em tudo que acontece nessas fundações. 

domingo, 25 de outubro de 2015

Crônica de uma Morte Anunciada

Caros colegas,

Neste final de semana relembrei o livro de Gabriel Garcia Marques, Crônica de uma morte anunciada. Trata-se da história do assassinato de Santiago Nasar pelos dois irmãos Vicario, sem chance de defesa.

A história se passa em um vilarejo em um dia especial: o dia da visita do bispo. Todos tomam conhecimento da promessa de morte que paira sobre a cabeça de Nasar, mas nenhuma dessas testemunhas é capaz de preveni-lo e de impedir que aquele destino macabro se concretize. A história é baseada no último dia de vida de Santiago, num quebra-cabeças envolvente cujas peças vão se encaixando pouco a pouco através da superposição das versões de testemunhas que estiveram próximas ao protagonista.
A obra critica a mentalidade ultrapassada que permite que um crime seja cometido como forma de “limpeza da honra” de uma jovem que não mostrou o comportamento sexual esperado e adequado para a época.

Por outro lado, a intenção é também a de demonstrar a consternação face à incrível quantidade de coincidências funestas acumuladas que deixam no ar a inquietante reflexão de que "a fatalidade nos torna invisíveis".

E o que tem a ver essa história?

Quando eu vejo a situação que estamos passando no país, onde, segundo informações do Jornal Correio Brasiliense, 100 pessoas estão sendo demitidas por hora, onde o Governo não está conseguindo fechar as finanças, nem com pedaladas, onde as negociações em defesa da impunidade chegam a dar nojo, onde um número enorme de políticos está envolvido em casos de corrupção, onde a vida dos brasileiros está ficando cada vez pior... As pessoas se calam, apesar de tudo que estão vivendo.

A situação está ficando tão crítica que a sensação é que vai explodir a qualquer momento, tornando-se insustentável. O momento certo não sabemos quando será, mas a morte está anunciada, como na crônica do Gabriel Garcia Marques. A única diferença é que todos estão prevenindo o Governo e é lógico que estão tentando de tudo que é jeito (a ética já foi para o lixo há muito tempo) que a Dilma continue e, quem sabe, o Lula em 2018. 

E termino com a inquietante reflexão do livro: “a fatalidade nos torna invisíveis”... Será???




sábado, 17 de outubro de 2015

O gato subiu no telhado

Caros colegas,

A situação do país está cada vez mais complicada e não é somente no governo que o gato subiu no telhado. As empresas estão patinando com tanta notícia ruim. A perspectiva de redução de pagamento de dividendos é enorme, a perspectiva de diversas empresas fecharem no vermelho é enorme, a perspectiva do Ministro da Fazenda Joaquim Levy sair do governo é enorme, a perspectiva dos trabalhadores perderem seus empregos é enorme e se pensarmos na nossa situação particular também está ficando cada vez pior. Inflação subindo cada vez mais, dólar subindo impactando o preço da maioria dos produtos que consumimos. A energia elétrica nem se fala, fora a perspectiva de falta de água no verão em alguns lugares, como o Rio de Janeiro e São Paulo.

Neste cenário tão turbulento, ainda tem espaço para mais uma briga para a coleção do governo - o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está sendo bombardeado pelo Lula e pelos radicais do PT, o que quase causou sua demissão. Isso porque não é nada fácil lidar com esse pessoal, principalmente no desespero. Terão que mexer nos programas sociais, terão que congelar reajustes, terão que retroceder nos avanços criados para conseguir um pouco de estabilidade. Não será fácil, principalmente considerando que no próximo ano haverá eleições municipais e perder espaço não será nada bom para o partido do governo, que poderá se enfraquecer mais ainda.

E a pergunta que não quer calar: a Dilma sai ou não sai? Se sair, quem assume? Será que sobrará alguém em condições de assumir o governo? Será que sobrará alguém depois de todas essas denúncias de corrupção? Com certeza, essas questões impactarão muito nosso resultado. Por isso, não dá para não nos preocuparmos e precisamos acompanhar de perto a situação do país.

Fora isso, ainda estamos no meio do processo eleitoral da Anabb, com pouco mais de 4 mil que votaram. É muito importante que os colegas votem e escolham os candidatos que tenham condições de defendê-los com isenção e sem politicagem. Fortalecer os eleitos nas diversas entidades é fundamental, pois ser eleito sem apoio de uma entidade é muito complicado e a Anabb é uma entidade que poderá nos ajudar muito nas discussões polêmicas que entrarem na pauta.

Finalmente, as discussões e dúvidas sobre as medidas aprovadas para a repactuação do ES, o ES-13 e a suspensão das parcelas continuam na pauta. Eu entendo perfeitamente as críticas considerando que não houve alterações no prazo e limite, mas acredito que a suspensão das parcelas, que foi solicitado por vários colegas, dará um alívio, nesse final de um ano muito conturbado. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Novidades sobre Empréstimo Simples

14/10/2015

Empréstimo Simples: novas opções em favor dos mutuários

Diretoria Executiva aprova novidades que beneficiam o participante: Renegociação, ES-13º Salário e possibilidade de suspensão das prestações.

A Diretoria Executiva da PREVI, atenta às solicitações de associados, está adotando um conjunto de medidas que irão auxiliar os mutuários do Empréstimo Simples que necessitam adequar seus fluxos financeiros. Eles poderão renegociar o empréstimo atual, com redução no valor da prestação; contratar uma nova opção de empréstimo atrelada ao 13º salário, sem que haja limitação pela margem consignável; e suspender o pagamento das prestações a serem debitadas em dezembro/2015, janeiro e fevereiro/2016 (participantes do Plano 1). Entretanto, embora as novas opções proporcionadas pela Diretoria Executiva da PREVI busquem auxiliar os participantes, aconselhamos que sejam analisadas com atenção, antes da tomada de decisão. Vejamos como funcionam as novas opções mencionadas.
 

Renegociação do Empréstimo

A Renegociação estará disponível no Autoatendimento do site da PREVI, a partir de 30 de novembro de 2015, e trará como principal benefício a redução da prestação do empréstimo vigente, por meio do aumento do prazo para pagamento. Uma vantagem adicional da renegociação é que não haverá cobrança de IOF nem de taxa de administração, que incidem atualmente na renovação do empréstimo. Veja outras características dessa operação:
1) O novo prazo será o máximo permitido, de acordo com a idade do mutuário.
2) Para o Plano 1, a cobrança da taxa para o Fundo de Liquidez (FL) permanecerá suspensa, pois o fundo já se encontra com o saldo necessário. Para o PREVI Futuro, continuará a cobrança da taxa de 0,1%a.a., sem necessidade de recálculo.
3) Para o Plano 1, continuará a cobrança do Fundo de Quitação por Morte (FQM), segmentada em 5 faixas, conforme a idade do participante: 0,6%a.a. (até 59 anos); 1,2%a.a. (60 a 69 anos); 3%a.a. (70 a 79 anos); 3,5%a.a. (80 a 89 anos); e 4%a.a. (a partir de 90 anos). A taxa do FQM mudará de acordo com a faixa etária no decorrer do contrato. No caso do PREVI Futuro, permanecerá a cobrança da taxa de 0,1%a.a.
4) O contrato já renegociado poderá sofrer nova renegociação, após carência de seis prestações pagas e se implicar nova redução da prestação.
5) A renegociação é válida para o empréstimo rotativo e não será possível cancelar a operação. O ES-Finimob e Reingresso não serão alvo de renegociação.
6) Só poderá ser contratado novo empréstimo se a operação liquidar o Empréstimo Simples renegociado.
7) A renegociação reduz o valor da prestação, mas não implica possibilidade de solicitação de valor adicional de empréstimo nos contratos renegociados.
8) Uma nova contratação/renovação de Empréstimo Simples somente será possível se houver margem consignável, obediência ao prazo de carência e liquidação do ES Renegociado com recursos próprios ou concomitante à renovação.

Empréstimo Simples 13º Salário (ES-13º)

A partir de 1º março de 2016, a PREVI disponibilizará uma nova modalidade de operação do Empréstimo Simples, atrelada ao 13º salário (exceto benefícios do INSS). O ES-13º permitirá que o participante receba um adiantamento correspondente à parte do 13º salário.
Uma grande vantagem para o participante é que essa operação não estará sujeita à existência de margem consignável, uma vez que está vinculada ao próprio 13º salário.
Veja as principais características desse novo tipo de operação:
1) A forma de pagamento será por prestação única, a ser debitada em 20/4 (para empréstimos contratados a partir 21/11 e creditados até 31/3) ou em 20/11 (para os empréstimos contratados a partir de 21/4 e creditados até 31/10).
2) Será considerado como teto de concessão 28% da renda para os contratos a serem liquidados em 20/11, e 45% da renda para os contratos a serem liquidados em 20/4.
3) A taxa de administração é de 0,1% para o Plano 1 e de 0,2% para o PREVI Futuro.
4) Para o Plano 1, a taxa do FQM será segmentada em 5 faixas, conforme a idade do participante: 0,6%a.a. (até 59 anos); 1,2%a.a. (60 a 69 anos); 3%a.a. (70 a 79 anos); 3,5%a.a. (80 a 89 anos); e 4%a.a. (a partir de 90 anos). Para o PREVI Futuro, será cobrada a taxa de 0,1%a.a. Para ambos os planos, a cobrança se dará no ato da concessão.
5) No caso do Plano 1, mantém-se a suspensão da cobrança da taxa do Fundo de Liquidez. Para os participantes do PREVI Futuro, a cobrança da taxa estará suspensa até 20/4/2016.

Suspensão das Prestações do Empréstimo (exclusivo para participantes do Plano 1)

O participante do Plano 1 poderá suspender o débito da prestação do Empréstimo Simples a ser realizado nos meses de dezembro/2015, janeiro e fevereiro/2016. A opção pela suspensão poderá ser feita de 30/11 a 4/12/2015. Caso o associado opte pela suspensão das prestações do ES, não poderá optar pela renegociação do seu empréstimo durante o período de suspensão.
A suspensão poderá contribuir para aliviar as contas do participante no início do ano, quando algumas despesas como IPVA, IPTU, matrículas, materiais escolares, entre outras, são inevitáveis. Entretanto, o participante precisa ficar atento ao fato de que, não havendo pagamento da prestação, o saldo devedor cresce ainda mais, pois, além de não ocorrer a amortização mensal, a correção desse saldo será feita sobre uma base maior. Ou seja, como em toda operação, é preciso analisar bem as vantagens e desvantagens, de acordo com a situação específica de cada pessoa.
A suspensão das prestações não será disponibilizada aos participantes do Plano PREVI Futuro devido à escassez de recurso do plano de benefício. Um aumento substancial na utilização desses recursos poderá resultar na suspensão das operações.
Ressaltamos que os recursos destinados ao ES são corrigidos pela PREVI à menor taxa (INPC + 5%a.a.) permitida pela Resolução CMN 3.792, de 24/9/2009, e visam garantir a rentabilidade mínima para fazer frente ao pagamento de benefícios a todos os participantes da PREVI, mutuários ou não.
A Diretoria Executiva acredita que as novidades aprovadas ajudarão a aliviar o fluxo financeiro dos participantes que serão beneficiados com as medidas e reafirma seu compromisso conjunto com a missão da PREVI de garantir o pagamento dos benefícios de forma eficiente, segura e sustentável a todos os seus associados.
Fonte: www.previ.com.br

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

FIDEF - FÓRUM INDEPENDENTE EM DEFESA DOS FUNDOS DE PENSÃO


Caros colegas,

Aconteceu em Brasília, do dia 07 a 09.10, o 36o Congresso de Fundos de Pensão da ABRAPP. Eu estive presente com vários outros colegas que atuam no sistema. Gostaria de compartilhar com vocês a carta aberta que o grupo dos dirigentes independentes, que foram eleitos recentemente nos vários fundos de pensão de empresas estatais, escreveram e distribuiram aos diversos participantes. O principal objetivo é cobrar que o Órgão Regulador cumpra seu papel de proteção ao patrimônio dos participantes. 

Carta Aberta aos participantes do 36o Congresso da ABRAPP,

O Fórum Independente em Defesa dos Fundos de Pensão - FIDEF, constituído na edição anterior deste Congresso, realizado em NOV 2014 em São Paulo, congrega Diretores e Conselheiros Eleitos das EFPC PREVI, PETROS, FUNCEF, REAL GRANDEZA e POSTALIS, entidades que, somadas, reúnem patrimônio superior a R$ 320 bilhões e agrupam mais de 600 mil participantes e assistidos, o que lhe confere incomparável representatividade e legitimidade para debater, institucionalmente, os grandes temas que envolvem o sistema de Previdência complementar, sob a ótica dos participantes e assistidos, verdadeiros e legítimos donos dos fundos de pensão.

Assim, em 19 MAR 2015, após diversas solicitações, o FIDEF conseguiu realizar de uma reunião com a PREVIC, representada pelo Superintendente Carlos de Paula e os então diretores José Roberto Ferreira e Sérgio Djundi Taniguchi, onde foram apresentados e debatidos diversos aspectos que, até aquele momento, constituíam algumas das principais preocupações de seus integrantes, sintetizadas em oito pontos, abaixo reproduzidos:

1) Rever a política de supervisão baseada em aspectos formais, burocráticos, sem relação com o asseguramento da rentabilidade e solvência dos planos;
 2) Assegurar a efetiva paridade representativa na gestão dos Fundos de Pensão, considerando os aspectos quantitativos e qualitativos, em nível de Diretoria e Conselhos;
 3) Rever o rateio de despesas administrativas entre planos, com virtuais “subsídios” de planos menores por planos maiores;
 4) Abolir o voto de qualidade nas instâncias decisórias das entidades, privilegiando o necessário e saudável consenso entre as partes;
5) Aferir os parâmetros de avaliação/precificação de ativos de investimentos comuns às diversas EFPC, manifestando-se quanto à sua congruência e sobre os principais aspectos de discrepância identificados;
 6) Atribuir responsabilidades exclusivas às patrocinadoras quanto ao aporte de recursos para recomposição das reservas matemáticas, em decorrência de políticas de recursos humanos daquelas, com reflexos em ações trabalhistas e/ou que tragam impactos atuariais para os planos;
 7) Exigência e regulamentação, pela PREVIC, de auditoria investigativa independente, para os ativos de investimento com provisionamento para perda parcial ou total, com a devida apuração das responsabilidades, nos termos do Decreto 4942/2003;
 8) Posicionamento formal da PREVIC acerca de planos de enquadramento de investimentos em desacordo com a Resolução CMN 3792/2009, cujo prazo tenha expirado, sem a sua resolução definitiva;

Desde então, aguardamos a manifestação formal da Superintendência acerca das questões tratadas no ofício protocolado naquela Autarquia, que se comprometeu em respondê-lo em até 30 dias após aquele encontro, sem que até o momento tenhamos recebido qualquer posicionamento a respeito;

Diante dessa ausência de manifestação, resolvemos solicitar novo agendamento de reunião com a PREVIC, e após diversas marcações e remarcações, agendou-se novo encontro para o último dia 02 OUT, que restou cancelado na noite do dia anterior, frustrando novamente nossas expectativas.

Desde a reunião realizada em 19 MAR, o cenário de solvência e credibilidade em algumas EFPC vem sofrendo significativos abalos, na percepção dos participantes, exemplificados pelos fatos abaixo elencados:
  • decretação de intervenção na EFPC SERPROS, cujas causas até o momento não foram esclarecidas por essa Autarquia;
·         incremento substancial na quantidade de planos deficitários, e no volume deficitário apurado, no exercício de 2015;
·         frequentes e crescentes revelações de empresas investidas por algumas EFPC com envolvimento de dirigentes na Operação Lava-Jato;
  • instauração e início dos trabalhos da CPI dos Fundos de Pensão na Câmara dos Deputados.
Assim, e sem prejuízos dos esclarecimentos relativos às questões apresentadas na reunião de 19 MAR com a PREVIC, o FIDEF avalia que novas questões emergiram nesse intervalo de tempo, contemplando temas de grande relevância e interesse junto aos participantes, para os quais entendemos que cabe um posicionamento daquela Autarquia quanto ao seu encaminhamento, tais como:

1 - Estabelecer a regulamentação do inciso III, do artigo 71, da Lei Complementar 109/2001, que trata de conflitos de interesse nas atividades das EFPC, e cujo teor reproduzimos:

Art. 71. É vedado às entidades de previdência complementar realizar quaisquer operações comerciais e financeiras:
(…) 
III - tendo como contraparte, mesmo que indiretamente, pessoas físicas e jurídicas a elas ligadas, na forma definida pelo órgão regulador.
2 - Instituir a prática de submeter à consulta pública, de forma a possibilitar a todos os agentes interessados, tomar prévio conhecimento e propor sugestões em mudanças normativas que estejam em estudo ou formulação na PREVIC;

3 -Instituir regulamentação ( a exemplo da Lei de Acesso à Informação ) para definição de um patamar mínimo, contemplando conteúdos e periodicidades, para disponibilização, pelas EFPC, de informações aos participantes, tais como pautas, atas e resoluções de reuniões das instâncias estatutárias, relatórios de fiscalização da PREVIC, contratos com fornecedores, escrituras de imóveis de sua propriedade, acordos de acionistas, dentre outras informações;

4 - Fiscalizar investimentos realizados por algumas EFPC em desacordo com o estabelecido no artigo 53, inciso XIII, da Resolução CMN 3792/2009, cujo teor reproduzimos:

Art. 53. É vedado às EFPC:

(…)
XIII - atuar como incorporadora, de forma direta, indireta ou por meio de fundo de investimento   imobiliário
5 - Participação de representantes do FIDEF nos debates envolvendo eventuais modificações nas regras de solvência, estabelecidas pela Resolução CGPC 26/2008.
6 - Criar acompanhamento especial a todos os fundos deficitários e auditar o valor dos déficits apresentados.

7 - Criar mecanismo de acompanhamento dos casos de desenquadraremos ativo/passivo e regulamentação das formas admitidas de reenquadramento e respectivos prazos;
8 - Regulamentação dos critérios para concessão de benefícios a altos executivos das patrocinadoras, que por força de parâmetros remuneratórios especiais geram distorções em relação ao conjunto dos participantes e assistidos
Os participantes das EFPC que representamos aguardam, ansiosamente, pelos esclarecimentos e providências da PREVIC, manifestados no presente documento, e que confirmem sua efetiva orientação no sentido de assegurar o atendimento de sua missão básica, qual seja, a de supervisionar e fiscalizar o sistema de previdência complementar, proporcionando a segurança e credibilidade tão duramente atingida nos últimos anos.

A despeito de uma resposta da Previc ser importante e necessária,  a gravidade do momento nos impede de aguardar uma agenda mais tranquila do seu Superintendente e estaremos desde já buscando novas iniciativas para a conquista das mudanças regulatórias que entendemos como fundamentais para a salvaguarda dos interesses dos participantes e assistidos do sistema.
Brasília, 09 de outubro de 2015.

Subscrevem a presente carta os seguintes integrantes:

FUNCEF

AUGUSTO MIRANDA
DIRETOR ELEITO

DÉLVIO BRITO
DIRETOR ELEITO 

JOSÉ ESTEVEZ
CONSELHEIRO ELEITO 

MAX PANTOJA
DIRETOR ELEITO 

PETROS

EPAMINONDAS MENDES
CONSELHEIRO ELEITO

PAULO BRANDÃO
CONSELHEIRO ELEITO

RONALDO TEDESCO
CONSELHEIRO ELEITO

SÍLVIO SINEDINO
CONSELHEIRO ELEITO

POSTALIS

SÉRGIO BLEASBY
CONSELHEIRO ELEITO

PREVI

ANTONIO JOSÉ DE CARVALHO 
CONSELHEIRO ELEITO

ARI ZANELLA
CONSELHEIRO ELEITO

CECÍLIA GARCEZ
DIRETORA ELEITA

DÉCIO BOTECCHIA
DIRETOR ELEITO

WILLIAMS DA SILVA
CONSELHEIRO ELEITO

REAL GRANDEZA

HORÁCIO OLIVEIRA
DIRETOR ELEITO

IVAN MOURÃO
CONSELHEIRO ELEITO

PATRICIA MELO
CONSELHEIRA ELEITA

TÂNIA VERA VICENTE
CONSELHEIRA ELEITA

WILLY RAMON

CONSELHEIRO ELEITO

domingo, 4 de outubro de 2015

Compartilhando

Carta aberta aos associados da AAFBB.

Meu nome é Graça Machado, sou sua colega aposentada, engenheira e tenho MBA em Governança Corporativa. Fui Presidente do Conselho Deliberativo e Diretora da CASSI até 2014 e nunca descansei na defesa da entidade, na busca por ampliação das coberturas e melhoria do atendimento. No Banco do Brasil, fui uma das primeiras mulheres a ocupar cargos de chefia e lutei pela igualdade e participação das mulheres nas entidades do funcionalismo e nos cargos de destaque do Banco.

Sou associada da AAFBB tem muitos anos e estou solicitando minha desfiliação, publicamente, para justificar minha atitude. Sou sócia de muitas associações regionais de aposentados, muitos sabem disto, pois acredito no associativismo.

Nunca votei numa eleição da AAFBB. Parece que seus dirigentes só gostam de disputar eleições em outras entidades, preferem que suas eleições sejam por aclamação.

Neste momento, quase todos os diretores da AAFBB estão disputando cargos na ANABB. O que pretendem fazer na ANABB que não podem fazer na AAFBB?

Se os diretores da AAFBB não acreditam na entidade e precisam estar em outra entidade para "defender os interesses dos associados", por que não entregam os cargos?

Acho justo que representantes de qualquer entidade concorram às eleições da Cassi e Previ, pois estas eleições estão abertas para todos os participantes. Mas querer estar em várias entidades é um aparelhamento desnecessário, que repete a formula do partido do governo.

A direção da AAFBB determinou que seus representantes regionais não permitam propaganda de outros candidatos fora da lista produzida pela própria entidade, que é formada apenas por seus dirigentes, dirigentes da FENABB e dirigentes alinhados com os partidos políticos que apoiam o atual governo.

Estas salas, na sua maioria, estão localizadas em prédios do próprio Banco do Brasil. O que pode ensejar o entendimento - que acredito não ser verdadeiro - de que a própria direção do Banco esteja tomando partido do processo eleitoral da ANABB, apoiando os candidatos da AAFBB, da FENABB e dos partidos que apoiam o governo.

Devo registrar que muitos colegas que trabalham como representantes da AAFBB estão constrangidos com esta atitude.

Quando a atual presidente da AAFBB votou no Conselho Deliberativo da PREVI, acabando com o BET e aprovando a volta das contribuições, já fiquei angustiada. Hoje, ela se junta com ex-presidente da FENABB, que também votou pelo FIM do BET e pela volta das contribuições. Se junta, ainda, com dirigentes ligados aos partidos políticos que apoiam o atual governo.

Este autoritarismo;
O uso escancarado dos recursos de uma entidade para disputar eleições em outra entidade;
O assédio moral junto aos representantes da entidade que estão proibidos de participar livremente do processo eleitoral da ANABB;
E, a cara de pau de se declarar "Ética" e "Transparente", não me deixa alternativa:

Requeiro em caráter irrevogável minha exclusão do quadro de associados da AAFBB.

GRAÇA MACHADO
Matrícula: 6.847.180-7