domingo, 1 de março de 2015

Agora o ano de 2015 começou...

Caros colegas,
Agora é para valer... O ano de 2015 começou após o carnaval e, para nós da Previ, começou mesmo, pois houve a indicação e posse do novo Presidente - Gueitiro Matsu Genso - no dia 19.02. Essa última semana foi uma loucura, por isso peço desculpas por não ter atualizado o blog com tempestividade.

O novo Presidente me causou ótima impressão, pois é um perfil bem técnico, jovem, motivado, foco em resultado e muita disposição. Reuniu todos os funcionários da Previ, com um discurso de colega para colega, com muita humildade e bastante determinação. Isso pode fazer a diferença na gestão e, também tive a boa impressão com a sua vontade de melhorar a comunicação com os associados, o que é muito bom para todos.
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Leia mais sobre o novo Presidente da Previ: (http://www.previ.com.br/menu-auxiliar/noticias-e-publicacoes/noticias/detalhes-da-noticia/conselho-deliberativo-nomeia-novo-presidente-da-previ-1.htm)

Esta última semana também foi bem intensa com fechamento do balanço, reunião dos Conselhos Fiscal e Deliberativo da Previ. Logo, não faltaram emoções. Acredito que, em breve, o resultado será divulgado e com a chancela da auditoria externa independente Deloitte, uma das chamadas no mercado de "Big Four" (KPMG, Price, Ernest & Young e Deloitte), as mais conceituadas empresas de auditoria do mundo. Eu acredito que as explicações estão bem claras e que dará um bom panorama do resultado a todos os associados e demais interessados.

Em relação ao mercado, continuamos de mal a pior... Com o buraco da corrupção na Petrobras cada vez maior, a perda de grau de investimento, trouxe uma perda maior ainda. O que já estava ruim, ficou muito pior. O resultado de janeiro foi bem ruim e fevereiro melhorou um pouco, mas não muito. É bem provável que 2015 seja um ano complicadíssimo, principalmente porque parece que tem mais sujeira debaixo do tapete. Pelo que eu tenho lido na mídia, o setor elétrico, principalmente as empresas ligadas ao Governo também tem sua sujeira ainda escondida, fora os empréstimos do BNDES, que também são um bom ponto de interrogação.

A revista "The Economist", muito conceituada no mundo, trouxe em sua última edição, o Brasil na capa usando a metáfora do carnaval e a lama em que se encontra com o nome "Atoleiro do Brasil" (Brazil's Quagmire). Isso confirma a má impressão causada na imprensa especializada estrangeira em relação ao segundo mandato da presidente Dilma. Depois de o Financial Times listar "10 boas razões para a petista deixar o poder", agora a reportagem da revista "The Economist" enfatiza a confusão que domina a economia brasileira. A versão latino-americana da revista chegou nas bancas no dia 26.02, trazendo na capa a manchete "Atoleiro do Brasil". Eles reforçam a estagnação do País em 2013 que está se transformando em recessão, piorando com o grande escândalo de corrupção na empresa Petrobras que envolve propina bilionária distribuída entre políticos petistas e dos partidos da base governista.
A revista confronta o cenário atual com o que a presidente defendeu durante sua campanha eleitoral no ano passado, ressaltando que enquanto fazia campanha por um segundo mandato, Dilma pintou um retrato cor-de-rosa da sétima maior economia do mundo, com altos índices de emprego, salários crescentes e benefícios sociais que eram ameaçados apenas pelos planos neoliberais nefastos de seus oponentes. Com apenas dois meses do novo mandato, os brasileiros já perceberam que caíram no canto da sereia" (e que sereia...)

 


sábado, 14 de fevereiro de 2015

O País em efervescência

A nomeação do Presidente da Petrobras está movimentando as redes. Além dos analistas, que não gostaram da nomeação, a crítica pesada também vem dos participantes da Previ que questionam a sua aposentadoria, acima do "teto". Alguns dirão que nunca houve "teto" para cálculo de benefícios na Previ, porém como falei outras ocasiões, havia a lógica do Plano de Cargos e salários, onde todos os funcionários da ativa estavam encaixados. Logo, apenas o Presidente do Banco nunca esteve incluído no PCS e, consequentemente, sempre se aposentaram com benefícios acima da remuneração contida no PCS. 

De qualquer forma, após a criação dos "estatutários" em 2008, houve uma distorção desse conceito do maior salário do PCS e começou a discussão da necessidade de um "teto" para cálculo dos benefícios. A história está se alastrando há anos e, após aprovado o "teto" que seria o maior salário do PCS no Conselho Deliberativo, na hora de implementá-lo, o Banco voltou atrás e não aceitou o que já tinha sido acordado.

Atualmente, existe um "termo de ajustamento de conduta" - TAC, que está pendente da assinatura do Banco do Brasil e a Previ continua sem o "teto" para cálculo dos benefícios. As pressões estão aumentando em relação à essa matéria, até porque ninguém é contra que o Banco indique seus altos executivos para ocupar as cadeiras de executivos da Previ, porém ele poderá assumir a diferença dessas remunerações. O que não é justo é que a política de remuneração dos dirigentes da Previ seja a mesma da política do Banco, pois, afinal de contas, são duas "pessoas jurídicas" totalmente distintas em relação ao seus perfis e objetivos.

Muitos colegas têm questionado porque os colegas eleitos estão tão calados. Não é para menos. Não é nada fácil a rotina na Previ, pois a gestão das áreas requer um tempo relevante dedicado ao funcionamento da entidade. Outro ponto que também merece destaque é a "Instrução PREVIC/DICOL 18, de 24.12.2014", criada ás vésperas do Natal que estabelece orientações sobre pessoas politicamente expostas, com a justificativa de prevenir e combater os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores, etc. 

No seu capítulo VI, que tem como título "Da responsabilidade Administrativa e do Dever de Guardar Sigilo", em seus art. 12 e 13, estipula regras e sanções para quem não seguir essa instrução, conforme reproduzido abaixo: 

"Art.12. Às EFPC e seus administradores que deixarem de cumprir as obrigações previstas nos arts. 10 e 11 da Lei nº 9.613, de 03 de março de 1998, ou nesta Instrução, serão aplicadas, cumulativamente ou não, as sanções do art. 12 da Lei nº 9.613, de 1998, na forma prevista no Anexo do Decreto nº 2.799, de 08 de outubro de 1998, sem prejuízo das sanções aplicáveis por eventual descumprimento da legislação no âmbito da previdência complementar fechada.
Parágrafo único. Para os fins do disposto neste artigo, serão adotados os procedimentos administrativos próprios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC e, subsidiariamente, no que couber, o Decreto nº 2.799, de 08 de outubro de 1998.
Como vocês podem verificar, não é tão simples quanto parece, principalmente para os eleitos, explicitarem suas opiniões. É lógico que se houvesse algo realmente fora dos parâmetros e que estivesse causando prejuízo aos associados, nós não teríamos o menor problema em não cumprir essa instrução, pois estaríamos fazendo o papel que o órgão regulador não estaria fazendo, ou seja, cuidado do patrimônio dos participantes, como é o objetivo da PREVIC.

Na Previ, ao contrário de muitos outros fundos de pensão ligados às empresas estatais, não há, por enquanto, nenhum envolvimento que cause prejuízo aos participantes. Temos grandes desafios internos, mas ligados à busca de uma maior eficiência operacional do que investimentos danosos ao patrimônio. As perdas que tivemos em 2014 foram em função de uma conjuntura nada favorável e, é lógico, que a corrupção pesada enfrentada pela empresa Petrobras está influenciando o valor desses ativos para todos os seus investidores.

Já que não temos condições de avançarmos em propostas de melhoria de benefícios, em função das regras da Resolução CGPC 26, precisamos avançar em outras propostas, como a implantação do "teto", a solução da política de remuneração da diretoria, ao fim do voto de minerva, entre outras questões. Essas não dependem de superávit, dependem sim de vontade política para que aconteçam.