A situação não está nada boa para os dirigentes da Previ e do Banco. Pelo que está desenhado e pelo perfil da nossa Presidenta, é bem provável que os dois dancem. Vamos aguardar os novos acontecimentos.
Aproveitando, acabei de disponibilizar uma mensagem em vídeo no blog (à esquerda da página inicial) e segue, abaixo, o link para acessar o vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=ZlkIbVaZi-4
A escalada da crise envolvendo o Banco do Brasil e a Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco, fez com que a cúpula do governo começasse a discutir uma saída drástica para o caso: a demissão dos executivos envolvidos na disputa.
Segundo o cálculo no Palácio do Planalto, a solução poderia evitar novas acusações de cada lado e o surgimento de informações comprometedoras para a imagem das instituições.
Interlocutores da presidente Dilma Rousseff, no entanto, defendem que é melhor apostar em uma acomodação entre o grupo do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e o de Ricardo Flores, titular da Previ.
Ambos têm padrinhos poderosos: Bendine é ligado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o fundo de pensão do banco é território de setores do PT paulista.
A crise que tomou conta do Banco do Brasil teve origem bem longe de Brasília. Começou no Rio de Janeiro, há cerca de um ano, durante o processo de substituição do executivo Roger Agnelli na presidência da Vale. Neste momento, entram em cena dois Ricardos. Um deles é Ricardo Flores, que comanda o conselho de administração da mineradora e preside a Previ, bilionário fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. O outro é Ricardo Oliveira, mais conhecido como 'Ricardo Gordo'. Vice-presidente de governo do BB, ele é considerado por muitos o homem mais influente da instituição hoje. É próximo do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. A Ricardo Gordo é atribuída, por exemplo, a indicação de Aldemir Bendine para a presidência do BB, em 2009.
Quando o governo articulava a troca de comando na Vale - que é privada, mas sofre forte influência de Brasília - , o grupo de Ricardo Gordo tentou emplacar o sucessor de Agnelli. Foram duas indicações: Rossano Maranhão, ex-presidente do BB hoje no comando do Banco Safra, e o próprio Bendine.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, preferiu Murilo Ferreira, executivo que já tinha passado pela Vale. Flores respaldou a escolha do ministro, o que contrariou Ricardo Gordo e Bendine. Pessoas ligadas ao grupo de Ricardo Flores afirmam que, ao perder a Vale, a artilharia do grupo rival se voltou para a presidência da Previ, que tem em caixa mais de R$ 160 bilhões para investir.
* Fontes primárias da informação Folha de S. Paulo + O Estado de S. Paulo
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
BB x PREVI - Disputa tem novo foco de atrito
Complementando a matéria divulgada anteriormente, segue a matéria que saiu nesse último domingo sobre a confusão que se instalou entre BB e Previ. Como estamos percebendo, a questão do teto também está sendo colocada e, caso o Presidente da Previ esteja defendendo a implantação do teto que tinha sido aprovado em todas as instâncias, parabéns para ele, pois é um absurdo se a proposta do Presidente do BB for aprovada. Nessa briga, se alguém tiver que fazer as malas, que seja quem defende benefícios sem teto ou com teto fora do plano de cargos do Banco.
A disputa de poder no Banco do Brasil vai obrigar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a arbitrar até sobre as aposentadorias do alto escalão da instituição.
Na sexta-feira (24) a Folha revelou a queda de braço entre os presidentes do BB, Aldemir Bendine, e da Previ (fundo de pensão dos funcionários do banco), Ricardo Flores.
Disputa política no Banco do Brasil preocupa governo
Fracassa tentativa de trégua em crise no Banco do Brasil
Bendine é homem de confiança de Mantega e acusa Flores de tentar derrubá-lo. Já o grupo de Flores diz que Bendine quer um aliado à frente do fundo de pensão dos funcionários do banco.
É em meio a essa disputa que Mantega terá que decidir sobre o aumento de cerca de 30% nas aposentadorias do presidente, de vice-presidentes e de diretores do BB, considerado irregular pelo Ministério da Previdência. A discussão poderá ir à Justiça.
Desta vez o impasse é com a Previc, instituição ligada ao Ministério da Previdência que regula os fundos de pensão fechados do país.
A entidade contesta, em parecer, o pagamento de aposentadorias considerados irregulares pelo órgão aos executivos do banco que saíram da ativa recentemente.
O que era para ser uma discussão técnica se tornou embate entre o presidente do Banco do Brasil e o titular da Previc, José Maria Rabelo, ex-vice-presidente do banco.
Rabelo foi um dos vice-presidentes demitidos por Bendine quando este assumiu o banco, em 2009. Ele é ligado justamente a Ricardo Flores, desafeto de Bendine e personagem da atual disputa.
O imbróglio das aposentadorias começou quando, em 2010, o comando do BB revogou regra definida dois anos antes para calcular a aposentadoria do alto escalão.
Essa medida determinava que benefícios como auxílio-alimentação, licença-prêmio, férias, bônus e 13º fossem incorporados aos salários mensais dos 27 diretores, 9 vice-presidentes e do próprio presidente, mas excluía esses adicionais do cálculo da aposentadoria, paga pela Previ.
Também ficou acertada a imposição de um teto para os benefícios pagos pelo fundo de pensão.
A incorporação era uma forma de aumentar em cerca de 30% o rendimento dos executivos do banco que estavam na ativa. O objetivo era aproximar os salários do BB dos da iniciativa privada.
Só que, por decisão de Bendine e da cúpula do banco, diretores e vice-presidentes puderam se aposentar com os benefícios incorporados aos salários. A Previc, então, recebeu denúncias de funcionários insatisfeitos, pediu explicações e fez um parecer apontando a irregularidade.
Esse questão dos benefícios acabou se misturando à disputa política no BB.
Diante do risco de eventual impacto financeiro à Previ, Fazenda e a Previdência pediram um parecer da AGU (Advocacia Geral da União) antes de posicionar.
Fonte: Folha de São Paulo, 26.02.
A disputa de poder no Banco do Brasil vai obrigar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a arbitrar até sobre as aposentadorias do alto escalão da instituição.
Na sexta-feira (24) a Folha revelou a queda de braço entre os presidentes do BB, Aldemir Bendine, e da Previ (fundo de pensão dos funcionários do banco), Ricardo Flores.
Disputa política no Banco do Brasil preocupa governo
Fracassa tentativa de trégua em crise no Banco do Brasil
Bendine é homem de confiança de Mantega e acusa Flores de tentar derrubá-lo. Já o grupo de Flores diz que Bendine quer um aliado à frente do fundo de pensão dos funcionários do banco.
É em meio a essa disputa que Mantega terá que decidir sobre o aumento de cerca de 30% nas aposentadorias do presidente, de vice-presidentes e de diretores do BB, considerado irregular pelo Ministério da Previdência. A discussão poderá ir à Justiça.
Desta vez o impasse é com a Previc, instituição ligada ao Ministério da Previdência que regula os fundos de pensão fechados do país.
A entidade contesta, em parecer, o pagamento de aposentadorias considerados irregulares pelo órgão aos executivos do banco que saíram da ativa recentemente.
O que era para ser uma discussão técnica se tornou embate entre o presidente do Banco do Brasil e o titular da Previc, José Maria Rabelo, ex-vice-presidente do banco.
Rabelo foi um dos vice-presidentes demitidos por Bendine quando este assumiu o banco, em 2009. Ele é ligado justamente a Ricardo Flores, desafeto de Bendine e personagem da atual disputa.
O imbróglio das aposentadorias começou quando, em 2010, o comando do BB revogou regra definida dois anos antes para calcular a aposentadoria do alto escalão.
Essa medida determinava que benefícios como auxílio-alimentação, licença-prêmio, férias, bônus e 13º fossem incorporados aos salários mensais dos 27 diretores, 9 vice-presidentes e do próprio presidente, mas excluía esses adicionais do cálculo da aposentadoria, paga pela Previ.
Também ficou acertada a imposição de um teto para os benefícios pagos pelo fundo de pensão.
A incorporação era uma forma de aumentar em cerca de 30% o rendimento dos executivos do banco que estavam na ativa. O objetivo era aproximar os salários do BB dos da iniciativa privada.
Só que, por decisão de Bendine e da cúpula do banco, diretores e vice-presidentes puderam se aposentar com os benefícios incorporados aos salários. A Previc, então, recebeu denúncias de funcionários insatisfeitos, pediu explicações e fez um parecer apontando a irregularidade.
Esse questão dos benefícios acabou se misturando à disputa política no BB.
Diante do risco de eventual impacto financeiro à Previ, Fazenda e a Previdência pediram um parecer da AGU (Advocacia Geral da União) antes de posicionar.
Fonte: Folha de São Paulo, 26.02.
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